A peça do mês de julho de 2016 foi…

 Escultura em homenagem a Ferreira de Castro

 José Maria Ferreira de Castro nasceu em Ossela, Oliveira de Azeméis a 24 de Maio de 1898 e morreu no Porto a 29 de Junho de 1974. Foi um escritor português.
Aos doze anos de idade emigrou para o Brasil, onde viria a publicar o seu primeiro romance Criminoso por ambição, em 1916.
Durante quatro anos viveu no seringal Paraíso, em plena selva amazónica, junto à margem do rio Madeira. Depois de partir do seringal Paraíso, viveu em precárias condições, tendo de recorrer a trabalhos como, colar cartazes, embarcadiço em navios do Amazonas etc.
Mais tarde, em Portugal, foi redator do jornal O Século, diretor do jornal O Diabo e colaborador das revistas O domingo ilustrado (1925-1927) e Ilustração (iniciada em 1926).
Emigrante, homem do jornalismo, mas sobretudo ficcionista, é hoje em dia, ainda, um dos autores com maior obra traduzida em todo o mundo, podendo-se incluir a sua obra na categoria de literatura universal moderna, precursora do neorrealismo, de escrita caracteristicamente identificada com a intervenção social e ideológica.
A exemplo da sua ainda grande atualidade pode referir-se a adaptação ao cinema, com muito sucesso, da obra A Selva.
Ferreira de Castro, um dos maiores vultos de sempre da cultura portuguesa, era um trabalhador incansável, na verdadeira aceção do termo. Publicou diversas obras, entre as quais mencionamos: Criminoso por Ambição (1916); Alma Lusitana (1916); Rugas Sociais (1917-18); Mas... (1921); Carne Faminta (1922); O Êxito Fácil (1923); Sangue Negro (1923); A Boca da Esfinge (1924); A Metamorfose (1924); A Morte Redimida (1925); Sendas de Lirismo e de Amor (1925); A Epopeia do Trabalho (1926); A Peregrina do Mundo Novo (1926); O Drama da Sombra (1926); A Casa dos Móveis Dourados (1926); O voo nas Trevas (1927); Emigrantes (1928); A Selva (1930); Eternidade (1933); Terra Fria (1934); Sim, uma Dúvida Basta (1936) - publicado em 1994; O Intervalo (1936) - publicado em 1974; Pequenos Mundos, Velhas Civilizações (1937); A Volta ao Mundo (1940 e 1944); A Tempestade (1940); A Lã e a Neve (1947); A Curva da Estrada (1950); A Missão (1954); As Maravilhas Artísticas do Mundo (Vol. I - 1959); As Maravilhas Artísticas do Mundo (Vol. II - 1963), O Instinto Supremo (1968) e Os Fragmentos (1974).
A escultura que aqui se observa faz parte do espólio da Casa – Museu Regional de Oliveira e é da autoria do escultor António Mota.

Escultura de Ferreira de Castro