A peça do mês de setembro de 2016 foi…

  Afia-lápis

  O aguça, também chamado de afiador é, como este termo indica, uma ferramenta para afiar os lápis e infelizmente não existem muitos dados sobre a sua origem e invenção.
Sabe-se que nas primeiras décadas do século XX fosse em casa ou nas escolas afiavam-se os lápis utilizando um instrumento cortante e afiado, recorrendo-se geralmente ao mais vulgar de todos, a faca. Seguiu-se o uso da lâmina de barbear mas isso tornava-se um perigo para as crianças nas escolas. Na tentativa de reduzir esse perigo, surgiu um tipo de aguça em forma de ferradura que utilizava uma lâmina transversal, a qual cortava a madeira e afiava a mina.
Em 1945 o espanhol Ignacio Urresti, que trabalhava numa antiga empresa de produção de armas, inventou o primeiro afia-lápis digno desse nome. Tratava-se de uma caixa com uma manivela para afiar os lápis e que, apesar dos seus 1,29 quilos, rapidamente foi adotada em escritórios e instituições um pouco por todo o mundo, surgindo assim os primeiros afiadores para as áreas de trabalho.
Um facto curioso foi o que aconteceu na década de 70 e que ajudou na disseminação dos aguças pelas casas particulares. Por essa altura começaram a aparecer miniaturas de objetos do dia-a-dia feitas de um metal escuro chamado calamina, e que despertaram a curiosidade dos colecionadores pelo seu detalhe. Como essas miniaturas pagavam o imposto de bens de luxo, pelo menos duas empresas de Valência, principais criadoras destas miniaturas, decidiram começar a aplicar afiadores às peças produzidas para, assim, pagarem o imposto mais reduzido aplicável a artigos escolares, chegando a lançar perto de 100 modelos diferentes com grande saída. Desde instrumentos musicais, lâmpadas, fonógrafos, telefones e meios de transporte, muitos tipos foram criados.
Hoje em dia existem afia-lápis de mil e um feitios, principalmente para as crianças, com formas de personagens de ficção e aventura e quase todos feitos de plástico, o que reduziu bastante o seu preço. Também existem afiadores elétricos, bem mais caros, normalmente usados nas grandes empresas pelos executivos de topo.
O afia-lápis que aqui se expõe é fixo de manivela. Normalmente, encontrava-se fixo num escritório e é de metal ou plástico. Inclui uma manivela como parte principal para acionar o instrumento e no seu interior contém uma ou duas lâminas cilíndricas que afiam o lápis. A cobertura deste instrumento tem um depósito para as aparas do lápis, que necessitava ser esvaziado periodicamente. Para usá-lo, introduz-se o lápis na abertura com uma distância adequada com a que se deseja afiar o lápis e começa-se a dar voltas à manivela no sentido dos ponteiros do relógio; isto roda o sistema de lâminas cilíndricas colocadas dentro do mecanismo em certo ângulo. Este objeto foi doado por Alberto Fonseca Xavier. As miniaturas que aqui se observam fazem parte do espólio da Casa – Museu Regional de Oliveira de Azeméis.

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Informações retiradas de: origemdascoisas.com/a-origem-do-afia-lapis/ e https://pt.wikipedia.org/wiki/Apontador_de_lápis


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