A peça do mês de fevereiro foi…

 A Navalha de barbear

  Ao contrário do que vemos muitas vezes em filmes e ilustrações de livros didáticos, o homem da Pré-história não era assim tão barbudo. Na verdade, sabe-se que este aparava a sua barba desde o período Neolítico. Historiadores dizem que o mesmo fazia recorrendo a conchas polidas como ferramentas de corte e até mesmo dentes de tubarão eram empregados na tentativa de aparar os pelos. O difícil é imaginar como ficava o rosto depois… De qualquer forma, é fato que os barbeadores são mais antigos do que se imagina. Depois da Idade dos Metais, quando o homem passou a produzir ferramentas de bronze e cobre, surgiu a navalha, objeto que representou por séculos a principal forma de se barbear. Indícios mostram que egípcios, mesopotâmios, chineses e romanos faziam a barba. Para que a navalha deslizasse de uma forma mais fácil, diversos métodos eram usados: óleo de baleia, azeite, banha ou qualquer outra coisa gordurosa. Pode-se dizer que o primeiro aparelho de barbear da história foi desenvolvido pelo francês Jean Jacques Perret, em 1770. Entretanto, o mesmo possuía uma navalha dobrável e afiadíssima, algo bem diferente dos nossos barbeadores atuais. Mais tarde, em 1888, os irmãos americanos Kampfe desenvolveram a famosa navalha em “T”, a qual possuía um novo mecanismo capaz de proteger a pele ao longo da borda do objeto. Em 1895, ocorreu uma verdadeira revolução no mundo dos barbudos: o caixeiro-viajante americano King Camp Gillette criou o barbeador descartável. Gillette teve a ideia de desenvolver um aparelho de barbear de longa durabilidade que utilizasse lâminas descartáveis, pois todos da época reclamavam da entediante obrigação de levar suas lâminas ao afiador periodicamente. Até hoje as lâminas descartáveis de Gillette são as principais formas de se barbear em todo o mundo. A navalha que aqui observa foi doada por Jorge Manuel Sousa Ferreira da Silva. É da marca “Solingen”. Foi produzida numa fábrica alemã na cidade de Solingen. Solingen é conhecida como “cidade das lâminas”, uma vez que diversas forjas de renome estão instaladas há séculos na cidade, fabricando espadas, facas, tesouras e navalhas. Esta navalha surgiu nos anos 40.


Informações retiradas de: http://www.historiadetudo.com/barbeador