A peça do mês de agosto foi…

  Miniatura do monumento aos Mortos da Grande Guerra (Oliveira de Azeméis)

  Depois do fim da Grande Guerra (1914-1918), emergiu em diversos países a ideia de render homenagem aos soldados cujos corpos não tinham sido identificados.
Em Portugal, muitos concelhos apresentam monumentos alusivos aos mortos da Grande Guerra e até talhões de sepulturas específicos para os combatentes da Grande Guerra. É a primeira vez que os Estados têm a preocupação de recolher e enterrar individualmente os seus mortos. O centro do "Culto dos Mortos pela Pátria" encontra-se na sala do capítulo no Mosteiro da Batalha, onde em honra dos soldados mortos em combate, representado pelo túmulo do soldado desconhecido, se encontra uma guarda de honra permanentemente, assim como uma chama acesa, também conhecida como a "Chama da Pátria".
À parte dos cemitérios, os monumentos constituem a outra face da memória da Grande Guerra. Constituem-se como padrões da religiosidade cívica que a República disseminou pelo País, espelhos da ideologia oficial e memória do sacrifício coletivo. A intenção destes monumentos era centrar anualmente a celebração do 11 de Novembro (Dia do Armistício), como uma festa popular e litúrgica da alma republicana. As dificuldades da República administrar o Estado e de congregar a Nação em volta de "algo", ficou mais uma vez patente na dificuldade de produzir e implantar os monumentos, os quais só terminaram de ser erigidos na década de 40.
Os monumentos edificados aos Combatentes da Grande Guerra foram provenientes de iniciativas individuais, que refletem não só a importância política e social do luto local, mas também a capacidade económica do município. É observável o reflexo da laicização da sociedade, imposta pela República, na quase inexistência de epigrafia religiosa nos monumentos e na utilização de praças e avenidas para a colocação dos mesmos, normalmente longe de igrejas.
O Monumento aos Mortos da Grande Guerra (1914-1918) em Oliveira de Azeméis encontra-se no Jardim Público de Oliveira de Azeméis, tendo sido construído em 1930. 
Trata-se de um soldado devidamente equipado, com uma expressão de combate a empunhar uma espingarda com " baioneta calada".
A 16 de Novembro de 1930 deu-se a inauguração do monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Praça José da Costa, em Oliveira de Azeméis, com a presença do Presidente da República, General Óscar Carmona, outros ministros, Governador Civil de Aveiro, Sr. Silva Cravo, Delegado da liga dos Combatentes, em Lisboa, Sr. Faria Afonso, um antigo combatente, Sr. António Maria Meleiro, entre outros. Foi o general Carmona que descerrou o monumento, ouvindo-se nessa ocasião, aclamações. O presidente da Câmara era o Sr. Alfredo Fernandes de Andrade, um cucujanense.
O monumento custou 50 contos. Foram seus autores, o escultor Henrique Moreira, o pintor e desenhador João Marques e o canteiro António José Resende. Para o seu custo contribuíram os seguintes cucujanenses: com 2$50, Bento Lopes; com 5$00, Cláudio José de Freitas e Luís Soares Martins; com 7$50, Manuel Gomes da Costa; com 10$00, Álvaro Costa, José da Silva, José Rodrigues Coimbra e Manuel Alves Martins Júnior; com 20$00, António Joaquim Pereira da Costa, Joaquim Alves da Cruz e Lopes Júnior; com 25$00, João Bessa; com 30$00, Abel Marques, Álvaro da Silva Manta, António José de Oliveira e Manuel José de Oliveira; com 40$00, José Luís Moreira; com 50$00, Agostinho Lopes da Costa, Augusto Brandão, Bernardino de Almeida, Custódio Carvalho, Francisco da Cunha e Silva, Francisco Dias Lopes Brandão, Francisco Gomes Ramadinha, José Inácio Coelho e o vice-reitor do Colégio das Missões, com 100$00, Alberto Rodrigues Coimbra, Alfredo Fernandes de Andrade, Claudina Brandão, Guilherme Andersen, Hermenegildo Brandão, Joaquim Moutinho, Luís Ferreira da Costa e Lucinda M. Brandão de Andrade e com 200$00, Adelino Pereira da Costa, António Pereira da Costa e Manuel Alves Soares.
Esta miniatura do monumento é da autoria de José Ferreira Andrade e faz parte do espólio da Casa – Museu Regional de Oliveira de Azeméis.



Informações retiradas de: http://www.momentosdehistoria.com/ e do Gabinete de Gestão do Património Histórico – Cultural (Câmara Municipal de OAZ)