O berlinde
O berlinde é uma pequena bola de vidro maciço, pedra ou metal, que pode ser translúcida, manchada ou intensamente colorida, de tamanho variável, usada em jogos infantis.
Também é conhecida, entre outros, pelos seguintes nomes: burca, burquinha, baleba, bila, biloca, bilosca, bolinha de gude, bolita, boleba, bugalho, bulica, burica, cabeçulinha, carambola, carambolinha, carolo, clica, fubeca, guelas, peca, peteca, pilica, pinica, quilica, tilica e ximbra.
Embora ninguém saiba a data exata da criação do jogo do berlinde, há registos de brincadeiras com nozes, sementes de frutas e pedras arredondadas desde a antiguidade. Na Roma antiga, o jogo já era comum – o poeta Ovídio escreveu sobre a brincadeira no século II. Com o passar dos séculos, as bolinhas ganharam novos materiais: argila, aço, pedras como ónix, jaspe e ágata, plástico e vidro. As primeiras de vidro encontradas em Roma datam provavelmente do século I a.C. – mas a primeira manufatura dessas bolas somente surgiria no início do século XV. Anos depois, o pintor renascentista flamengo Pieter Brueghel retratou crianças a jogar berlinde no seu quadro Jogos Infantis, de 1560, além do jogo ser citado por Shakesperare na sua peça Henrique V.
As modalidades são tão variadas quanto os nomes que o berlinde recebe, variando de cidade para cidade, de rua para rua, de acordo com a criatividade das crianças. Uma das brincadeiras mais popularizadas (o jogo de bolinhas praticado nas histórias da Turma da Mónica) consiste num círculo desenhado no chão, onde os jogadores devem, com um impulso do polegar, jogar a bolinha. Os jogadores seguintes devem acertar a bolinha, e se conseguirem retirá-la do círculo, elas tornam-se suas. Vence aquele que ficar com as bolinhas dos seus companheiros.
Noutras modalidades, faz-se uma cova ou buraco no chão. O buraco também tem diferentes nomes em diferentes localidades: buraca, búlico, búlica, búrica, oca, etc.
Existem diversos tipos de bolinhas cujos nomes variam conforme a região. Entre os mais comuns estão: opaco (vidro leitoso), com efeitos coloridos externos; leitosa ou leiterinha, fabricada com material tipo mármore; buticão, bulião, bigolhão, bigoião ou bolichão (Brasil), maior que as bolinhas convencionais, pode ser de diversos tipos (como a americana ou a leitosa) e bazuca e baleia (Portugal), maiores que os berlindes convencionais, sendo a baleia maior que a bazuca.
A produção dos berlindes aqui expostos é atribuível ao Centro Vidreiro do Norte de Portugal (CV). Fazem parte do espólio da Casa-Museu Regional de Oliveira de Azeméis.
Informações retiradas de: pt.wikipedia.org/wiki/Berlinde e super.abril.com.br/saude/como-e-quando-surgiu-o-jogo-de-bolas-de-gude/


