Condessa tradicional em vime

A cestaria tradicional portuguesa tem raízes na cultura castreja e permanece nos dias de hoje graças aos poucos artesãos que ainda conhecem e praticam esta arte ancestral.
A Cestaria é a arte de moldar fibras naturais entrançadas e pode ser feita através de variados materiais como o vime ou varas de salgueiro; junco; palha; cana de bambu; cana-da-índia; salgueiro; castanheiro; cerejeira; papel; plástico; metal e folhagens.
Nas antigas civilizações, as cestas eram produzidas como artefactos de valor utilitário para coletar e armazenar alimentos ou para transporte de pequenos objetos.
O processo de execução de um cesto em vime consiste em colocar o vime de molho durante algumas horas; depois de demolhado, extrair a liaça; cortar o estacado e começar a tecer o fundo; rematar o fundo com uma trança; estacar as pontas do vime para cima, começar a tecer o cesto até à medida desejada e acabar o cesto com uma trança.
A peça aqui exposta é uma condessa tradicional em vime. Consiste num cesto fechado e resistente, que se transportava à cabeça ou pegando na asa central da tampa. É basicamente composto por duas metades feitas separadamente. Possui um fundo retangular reforçado externamente por embaladeiras, parede curva e boca sub-retangular com os topos arredondados. Cobre-a uma tampa independente, feita apenas depois da anterior estar terminada para ficar bem ajustada à sua boca. Esta tampa tem duas aberturas.

Esta peça faz parte do espólio da Casa-Museu Regional de Oliveira de Azeméis.

Informações retiradas de: https://extremos.pt/o-que-fazemos/ e https://pt.wikipedia.org/wiki/Cestaria