O dedal
O dedal é uma proteção feita à medida dos dedos humanos. É usado no dedo médio e auxilia a proteção do dedo durante a atividade de alfaiataria e costura. Além de proteger o dedo, serve de apoio para ajudar a agulha a entrar no tecido durante a costura. Geralmente, os dedais com a parte superior fechada são usados por estilistas, enquanto que os que têm uma abertura no final são normalmente usados por alfaiates, pois isso permite que eles manipulem os tecidos com mais facilidade.
O dedal tem a forma de um pequeno cone truncado, coberto na extremidade para servir de proteção aos dedos, e pode ser feito em metal simples ou também em osso, prata ou ouro. É completamente liso na parte interna, ao passo que, na externa, é todo pontilhado de pequenas cavidades, onde a agulha encontra apoio, no ato de passar através do pano. Deve-se preferir o dedal de aço, onde existem vãos mais acentuados e, portanto mais adequados ao impulso da agulha; o dedal deve ser liso na base e arredondado na cabeça. Existem quatro tipos de dedal: o que é colocado no dedo médio, e serve para costurar, remendar e bordar; o que é adaptado ao dedo mínimo, e é indicado para bordar com fio torcido ou outro fio qualquer cortante, o dedal que se usa no indicador, quando se trabalha num tear, que consiste numa folha metálica, enrolada, mas não soldada, para que possa servir em qualquer dedo e o dedal que é usado somente pelos homens que consiste num anel algo oco, com cabeça descoberta. Os primeiros dedais que se conhecem datam aproximadamente do ano 10.000 a.C. . Possivelmente, foram utilizadas peças de couro ou madeira como empurradores para ajudar a realizar os primeiros trabalhos de costura. Os egípcios nos tempos dos faraós foram os primeiros que progrediram na arte da costura juntamente com a civilização da mesopotâmia. Os dedais eram provavelmente desnecessários antes da introdução de têxteis, porque as pessoas usavam peles unidas com furos no couro. Quando os produtos têxteis começaram a ser usados, tornou-se necessário o uso de um acessório para proteger os dedos da ponta da agulha e também para ajudar a empurrar as agulhas nos tecidos que ainda eram grossos. As rainhas egípcias usavam, para seus trabalhos de bordados, dedais de couro encontrados nos túmulos dos Faraós. Mais tarde, o dedal foi fabricado em osso, chifre e marfim, e as patrícias romanas usavam-no para bordar, com fios de couro, as vestes de lã tingidas de púrpura. No Oriente antigo, as damas de condição mais elevada possuíam dedais de imenso valor, geralmente cravados numa enorme pérola e adornados de ouro finamente cinzelado. Foram muito procurados os dedais feitos de vários metais: ferro, latão, aço e também em ouro e prata, talvez já em uso na Antiguidade. Na segunda metade do século XVIII, todo o noivo galante devia – não sabemos se por obrigação ou por ser usual – oferecer à noiva um belo dedal cinzelado. Hoje, o dedal não é nada mais do que um instrumento indispensável aos trabalhos de agulha. É liso, prático e de preço insignificante. Poucos são os dedais de marfim e prata e mais raros ainda os de ouro. Às três questões “quando, como e porquê” foi inventado o dedal não se pode responder com precisão, porque a história não nos deixou notícias sobre o assunto, mas pode-se afirmar, com segurança, que a sua invenção remonta há vários séculos, e que a primeira e rudimentar tentativa foi um largo anel, preso de qualquer maneira ao dedo, rugoso por fora, para impedir a agulha de escorregar. Este anel é bastante antigo, e existem provas aceitáveis da sua existência remota. Diz a lenda que o dedal, com o seu aspeto moderno, foi idealizado por um ourives em Amsterdão, Nicias Van Benschooten, para presentear (19 de outubro de 1648) a senhora Van Reunsselar, por ocasião de seu aniversário. Juntamente com o presente entregou uma carta, em que o ourives asseverou ter sito o inventor do pequeno instrumento e rogou à dama que o aceitasse para proteger os seus dedos durante os trabalhos de agulha. São conhecidos exemplares de dedais muito mais antigos, encontrados na Rússia meridional e conservados nos museus de França e Itália. São dedais de bronze, marfim e osso, muito semelhantes aos dedais modernos, e está também documentado que se fabricavam dedais, em Nuremberga, em 1531, e que já estavam bem difundidos. Hoje, as pessoas que trabalham com costura não precisam mais se incomodar tanto em proteger os seus dedos, porque com a modernização da indústria foram inventadas novas agulhas e tecidos mais finos e por isso os dedos não ficam tão doloridos. Mesmo assim, muitas pessoas continuam a comprar dedais para coleção, que não são concebidos para serem utilizados em costura. São produzidos a partir de porcelana, metais preciosos, madeira, plástico, vidro, carvão ou de malha de lã.
Este dedal é um dedal aberto (sem fundo) de alfaiate. É feito em metal e mede 1,5cm alt x 2cm diâm. Foi doado por Maria da Glória Bastos Monteiro e José Maria Correia Godinho. Faz parte do espólio da Casa-Museu Regional de Oliveira de Azeméis.
Informações retiradas de: http://suziteles.blogspot.com/2013/07/d-e-d-l.html e https://pt.wikipedia.org/wiki/Dedal
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