O sino de mão/Sineta

O sino é um instrumento de percussão inventado na China há cerca de 4600 anos. É um dispositivo simples de produzir som. A sua forma é aproximadamente um cone oco que ressoa ao ser golpeado. O instrumento de percussão pode ser uma lingueta suspensa dentro do sino, (também se usam os nomes "badalo" para a lingueta interna, ou "martelo", quando é uma peça que bate o sino por fora), de uma esfera pequena, livre, incluída dentro do corpo do sino, ou de um malho separado.
A palavra sino tem origem do latim signum, que significa sinal.
No início, o sino era utilizado como meio de comunicação, tendo funções como a de marcar as horas e avisar aos trabalhadores o fim do seu turno de trabalho.
A partir da China, a utilização dos sinos passou a ser difundida por toda a Ásia, Oriente Médio e Europa.
No catolicismo, os sinos começaram a ser aplicados por volta do ano 400 (século V), em mosteiros da região da Campânia, sul da Itália. Pelo facto da Campânia ser o berço da introdução dos sinos junto ao catolicismo, temos hoje a palavra “campana”, como sinónimo para sino, ou campainha. Com o tempo, além dos mosteiros, os sinos passaram a ser encontrados nas torres das igrejas paroquiais e de grandes catedrais. As torres dos templos católicos estavam cada vez mais altas e espessas, e com isto, os sinos cresceram muito em quantidades e dimensões para que com um som mais potente, atingissem não apenas a comunidade envolvente do templo, mas também a grandes distâncias. A Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa consideram os sinos uma peça sagrada, o sino representa um chamado para as missas nas igrejas.
Mais tarde, além de serem utilizados como eficientes meios de comunicação, também se tornaram belos instrumentos musicais.
É importante dizer que o som de um bom sino é captado a quilómetros de distância da sua emissão. Por isso as guerras eram o inimigo número um deles. Com o desenvolvimento dos canhões no século XV, os campanários das igrejas eram as primeiras instalações a caírem nas mãos dos invasores e eram consideradas presas de guerra. Não só para evitar a transmissão de sinais, mas também para que os seus sinos fossem transformados em canhões. Já no século XX, durante a primeira e segunda guerras mundiais, tanto a Áustria como a Alemanha, por não possuírem minas de estanho, obtinham esse mineral através da fundição deles pois, tinham na sua composição 20% desse metal.
Os sinos são feitos geralmente de bronze, mas os sinos pequenos podem também ser feitos de cerâmica ou de vidro - para decoração.
Através dos tempos, os sinos passaram por grandes transformações em relação às suas formas, usos, e dimensões.

Este objeto que aqui observa é um sino de mão, também chamado de sineta. Possui cabo em madeira e campânula em metal. Mede 11cm alt. x 7cm larg. Era muito utilizado, em contexto doméstico, para chamar ou atrair a atenção de alguém (normalmente dos empregados). Faz parte do espólio da Casa-Museu Regional de Oliveira de Azeméis.

Informações retiradas de: www.sinosecampanarios.com.br/sinosbrasil.aspx; https://pt.wikipedia.org/wiki/Sino e https://acervo.avozdaserra.com.br/.../uma-breve-historia...